Mosca-do-chifre (Haematobia irritans) Os primeiros casos de infestação desta praga
no Brasil foram registrados em Roraima (1980), em Manaus
(1981), em São Paulo (1990), no Rio Grande do
Sul (1991) e atualmente infesta quase todo o território
brasileiro. Atacam prioritariamente os bovinos. Também
são atacados os caprinos e, mais raramente, os
ovinos, eqüinos e caninos. De cor preta, estas
moscas atingem de 3 a 5 mm de comprimento. Sobrevoam
os animais sempre aos bandos, procurando as partes mais
protegidas do sol.
Pousam e fixam-se sobre a cabeça e o dorso dos
animais, sendo que a grande maioria deles permanece
de cabeça voltada para baixo. Macho e fêmea
alimentam-se várias vezes ao dia do sangue do
hospedeiro.
As fêmeas afastam-se do hospedeiro apenas para
fazer a ovipostura na superfície lateral de fezes
frescas, retornando logo em seguida ao animal. Cada
fêmea põe em média um total de 400
ovos durante a sua existência. Os ovos eclodem
em 24 horas, quando a temperatura encontra-se entre
24 e 26 graus, sendo que para uma eclosão máxima
a umidade relativa do ar deve estar em torno de 95 a
100%. O período pupal é de quatro a oito
dias aproximadamente, findo o qual as moscas já
procuram o gado para se alimentar. Nas regiões
quentes, o espaço de tempo de todo o ciclo fica
em torno de 10 a 15 dias, podendo estender-se por alguns
meses, em países frios.
Este processo provoca uma anemia severa nos animais
e muita inquietação, o que ocasiona perda
de peso e queda na produção leiteira.
Em caso de grandes infestações pode haver
ainda a morte dos animais.

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