Berne (Dermatobia hominis) A larva de Dermatobia hominis (berne) biontofaga é
um parasita periódico, responsável pela
formação de nódulos nos animais.
A evolução da larva nestes nódulos
provoca grande estresse nos animais. São freqüentes
miíases nas lesões provocadas pelas larvas
do berne. Ocorre em zonas úmidas, desde o Sul
do México até o Norte da Argentina, sendo
mais freqüente em regiões de vegetação
abundante, temperaturas altas e umidade relativa do
ar elevada (85 a 95%). A transmissão ocorre através
de outro tipo de mosca, chamada de veiculadora ou vetora,
podendo ser do tipo hematófaga, como a mosca-dos-
estábulos, ou lambedora, como a mosca-doméstica.
Os ovos são depositados em pleno vôo, quando
vários deles, formando um cacho, são depositados
pela berneira sobre a veiculadora. Cerca de seis dias
depois, os ovos já se transformam em larvas,
que se instalam na pele do hospedeiro, com a ajuda de
ganchos orais, através dos quais elas se nutrem
de tecido subcutâneo do hospedeiro, sendo que
a mosca adulta não se alimenta. O ciclo se completa
com a queda das larvas, que se enterram no chão.
Dependendo da temperatura e da umidade, em cerca de
um mês nasce a berneira. No total, o ciclo biológico
tem duração de 35 a 40 dias.
A larva de Dermatobia hominis (berne) parasita bovinos,
caninos e também o homem. Com menor freqüência,
atinge ainda felinos, ovinos e, raramente, eqüinos.
São responsáveis por miíases cutâneas
furunculosas (bicheiras) no homem, nos bovinos e caninos.
Provocam ainda a formação de nódulos
avermelhados que, com o calor e o ato de coçar
o local, se transformam em úlcera, surgimento
de bicheiras secundárias e invasões bacterianas,
com pus e abscessos. Os movimentos das larvas incrustadas
na pele do hospedeiro provocam dor, inquietação
e irritação, prejudicando o descanso dos
animais, que acabam deixando de se alimentar e perdem
peso. As conseqüências são retardo
no crescimento, queda na produção leiteira,
desvalorização dos couros e morte.

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