- Utilize somente água limpa e sem resíduos
de ferrugem. Convém deixar que a água
escorra pela torneira antes de coletá-la. Águas
com grande quantidade de cloro, podem degradar mais
rapidamente o ingrediente ativo.
- Coloque primeiro a água no tanque, e só
depois adicione o inseticida. Se você fizer
o inverso e errar na quantidade de água, quando
você tirar o excedente, estará desperdiçando
inseticida, jogando-o fora, sub-concentrando a calda
inseticida.
- Nunca coloque a bomba diretamente sobre o solo enquanto
está enchendo o tanque. A bomba poderá
coletar sujeiras provenientes do solo, levando-as
até a solução, o que poderá
causar entupimentos no bico durante o trabalho.
- Não encher o tanque com água até
a borda (boca), pois ao se colocar a bomba, ocorrerá
transbordamento da calda. Porém, hoje em dia,
os tanques dos pulverizadores vêm com a marca
até 3/4 do seu espaço interno, justamente
para se evitar isso.
- Durante a aplicação deve-se manter
sempre a atenção para evitar variações
na pressão de aplicação. Pressões
muito altas (gotas finíssimas) criam excesso
de aerosol, dificultando sua aderência à
superfície. Pressões muito baixas (gotas
grossas) podem causar escorrimento sobre a superfície,
causando desperdício de produto em ambos os
casos (hoje em dia, já existe à venda
no mercado válvulas que se acoplam à
haste do pulverizador, destinadas a controlar a pressâo).
- Após o término do serviço,
lave sempre o pulverizador com detergente, evitando
acúmulos e resíduos.
- Jamais desentupa o bico com a boca. Deve-se evitar
sempre o contato com a calda inseticida.
- Não guarde nem transporte pulverizadores
com pressões no tanque, para não danificar
o sistema de válvulas e evitar acidentes.
- Tenha sempre à mão uma maleta de “primeiros
socorros” de peças para o pulverizador.
Nela, não deixe faltar reposições
das principais válvulas, anéis e juntas
de vedação, etc..
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| CONSIDERAÇÕES
SOBRE A APLICAÇÃO ESPACIAL.
Consiste na aplicação de partículas
de tamanhos reduzidíssimos, onde a probabilidade
de atingir a superfície do corpo do inseto, apresenta
uma porcentagem muito maior do que qualquer outra forma
de pulverização. Devido ao seu pequeno peso
específico, essas partículas ficam por longos
períodos de tempo em suspensão e são
carregadas pelas correntes de vento. Apresentam nenhuma
ou quase nenhuma ação residual ( focal )
sobre a superfície.
TRATAMENTO POR TERMONEBULIZAÇÃO
(FOG). Os termonebulizadores deverão
produzir uma densa névoa, visando saturar o ambiente
com microgotículas da calda inseticida que, devido
ao seu peso reduzidíssimo, ficam em suspensão
por longos períodos no ambiente, sendo capazes
de se deslocar em todos os espaços da área,
conforme as correntes de ar, entrando assim em contato
com os insetos. Essa névoa com a calda inseticida
é produzida quando uma formulação
inseticida oleosa é introduzida numa câmara
aquecida a altas temperaturas, suficientes para vaporizar
imediatamente o óleo.
A vazão do termonebulizador deverá ser
regulada, visando aplicar a quantidade correta de ingrediente
ativo por hectare. A quantidade varia conforme o grupo
químico do inseticida e tipo do inseticida. Esta
informação poderá ser obtida através
do fabricante do inseticida.
Aplicação
dos métodos. Este tipo de aplicação
é usado geralmente em programas de controle de
insetos, como mosquitos e moscas, em áreas residenciais,
lixões, garimpos, margens de rios e córregos,
etc. Também pode ser utilizado em galpões,
armazéns, ônibus, trens, silos, moinhos
de grãos e outros. É de suma importância
que todo o trabalho realizado em lugares fechados, com
fogging, seja executado em ambientes bem arejados. É
importante também o corte da rede elétrica
do local, para impedir riscos de incêndio, devido
à saturação do ambiente por gases.
Horário das aplicações.
Entre 6:00 e 9:00 horas da manhã e entre 17:00
e 21:00 horas. Estes horários são indicados
para um resultado ideal, mas deve-se levar em conta
também o horário de maior atividade dos
insetos ( conforme a espécie alvo ). Deve-se
evitar ainda horários com temperaturas acima
de 35oC, pois as gotas do inseticida poderão
se evaporar antes de atingirem o inseto no interior
das residências. Nestes casos é aconselhável
o uso de FOG portátil no intradomicílio.
Velocidade do vento.
O ideal é que haja vento leve para a adequada
dispersão do inseticida. Ventos acima de 10 km/h
são desaconselháveis, assim como situações
em que não haja vento, pois não se obterá
uma boa dispersão do inseticida. O deslocamento
da aplicação espacial deve ser sempre
contra o vento.
Direção
do jato do inseticida e Trajeto. Quando
a máquina pulverizadora for do tipo montada sobre
o veículo, a velocidade deste nunca deverá
exceder a 16 km/h, durante o processo de aplicação,
e a boquilha do pulverizador deverá ser direcionada
para as casas, obedecendo um ângulo de 45º
sobre a horizontal. Deve-se aplicar ao redor de todo
o quarteirão, e em todos os lados. É importante
lembrar que, independente da forma de aplicação
adotada, deve-se garantir sempre uma boa distribuição,
com a quantidade do inseticida recomendada.
• TRATAMENTO POR
UBV
(Ultra Baixo Volume). Neste método espacial de
aplicação de inseticida, as partículas
líquidas são muito pequenas, geralmente
situando-se abaixo de 30 micras de diâmetro, sendo
17 a 20 micras o diâmetro ideal para o combate
de mosquitos. A divisão de partículas
é feita por uma corrente de ar produzida por
um ventilador, que resulta em uma finíssima névoa.
As partículas não enfrentam o ar, mas
são carregadas em turbilhonamento, flutuando
no ar com facilidade, por tempo variável, de
acordo com o peso específico das mesmas e o regime
de vento da área a ser tratada. |