Sexta-Feira • 10/9/2010
Saúde Pública
Veterinária
Grãos Armazenados
Saneamento Vegetal
Jardinagem Amadora
Pragas Urbanas
Ectoparasitas Veterinários
Pragas Grãos Armazenados
DICAS E TIPOS DE APLICAÇÃO
APLICAÇÕES RESIDUAIS
PREPARANDO-SE PARA UMA APLICAÇÃO EFICAZ E SEGURA DE INSETICIDAS

Além de bons produtos e formulações criteriosamente selecionadas, o controlador de pragas deve ter em mente que equipamentos pulverizadores de inseticidas devem ter de preferência manômetros para que a pressão aplicada possa ser determinada. Também é importante a escolha do bico mais apropriado para atingir os pontos estratégicos de cobertura. Por exemplo, se a pulverização for sobre uma superfície plana, o bico mais indicado será do tipo leque; se a aplicação tiver como objetivo atingir frestas, fendas e rachaduras, o bico deverá ser do tipo injeção; já o bico cônico tem pouco uso neste segmento.

 
SEGREDOS PARA UMA BOA APLICAÇÃO EFICAZ E SEGURA
  • Utilize somente água limpa e sem resíduos de ferrugem. Convém deixar que a água escorra pela torneira antes de coletá-la. Águas com grande quantidade de cloro, podem degradar mais rapidamente o ingrediente ativo.
  • Coloque primeiro a água no tanque, e só depois adicione o inseticida. Se você fizer o inverso e errar na quantidade de água, quando você tirar o excedente, estará desperdiçando inseticida, jogando-o fora, sub-concentrando a calda inseticida.
  • Nunca coloque a bomba diretamente sobre o solo enquanto está enchendo o tanque. A bomba poderá coletar sujeiras provenientes do solo, levando-as até a solução, o que poderá causar entupimentos no bico durante o trabalho.
  • Não encher o tanque com água até a borda (boca), pois ao se colocar a bomba, ocorrerá transbordamento da calda. Porém, hoje em dia, os tanques dos pulverizadores vêm com a marca até 3/4 do seu espaço interno, justamente para se evitar isso.
  • Durante a aplicação deve-se manter sempre a atenção para evitar variações na pressão de aplicação. Pressões muito altas (gotas finíssimas) criam excesso de aerosol, dificultando sua aderência à superfície. Pressões muito baixas (gotas grossas) podem causar escorrimento sobre a superfície, causando desperdício de produto em ambos os casos (hoje em dia, já existe à venda no mercado válvulas que se acoplam à haste do pulverizador, destinadas a controlar a pressâo).
  • Após o término do serviço, lave sempre o pulverizador com detergente, evitando acúmulos e resíduos.
  • Jamais desentupa o bico com a boca. Deve-se evitar sempre o contato com a calda inseticida.
  • Não guarde nem transporte pulverizadores com pressões no tanque, para não danificar o sistema de válvulas e evitar acidentes.
  • Tenha sempre à mão uma maleta de “primeiros socorros” de peças para o pulverizador. Nela, não deixe faltar reposições das principais válvulas, anéis e juntas de vedação, etc..
APLICAÇÃO ESPACIAL
CONSIDERAÇÕES SOBRE A APLICAÇÃO ESPACIAL. Consiste na aplicação de partículas de tamanhos reduzidíssimos, onde a probabilidade de atingir a superfície do corpo do inseto, apresenta uma porcentagem muito maior do que qualquer outra forma de pulverização. Devido ao seu pequeno peso específico, essas partículas ficam por longos períodos de tempo em suspensão e são carregadas pelas correntes de vento. Apresentam nenhuma ou quase nenhuma ação residual ( focal ) sobre a superfície.


TRATAMENTO POR TERMONEBULIZAÇÃO (FOG). Os termonebulizadores deverão produzir uma densa névoa, visando saturar o ambiente com microgotículas da calda inseticida que, devido ao seu peso reduzidíssimo, ficam em suspensão por longos períodos no ambiente, sendo capazes de se deslocar em todos os espaços da área, conforme as correntes de ar, entrando assim em contato com os insetos. Essa névoa com a calda inseticida é produzida quando uma formulação inseticida oleosa é introduzida numa câmara aquecida a altas temperaturas, suficientes para vaporizar imediatamente o óleo.

A vazão do termonebulizador deverá ser regulada, visando aplicar a quantidade correta de ingrediente ativo por hectare. A quantidade varia conforme o grupo químico do inseticida e tipo do inseticida. Esta informação poderá ser obtida através do fabricante do inseticida.

Aplicação dos métodos. Este tipo de aplicação é usado geralmente em programas de controle de insetos, como mosquitos e moscas, em áreas residenciais, lixões, garimpos, margens de rios e córregos, etc. Também pode ser utilizado em galpões, armazéns, ônibus, trens, silos, moinhos de grãos e outros. É de suma importância que todo o trabalho realizado em lugares fechados, com fogging, seja executado em ambientes bem arejados. É importante também o corte da rede elétrica do local, para impedir riscos de incêndio, devido à saturação do ambiente por gases.

Horário das aplicações. Entre 6:00 e 9:00 horas da manhã e entre 17:00 e 21:00 horas. Estes horários são indicados para um resultado ideal, mas deve-se levar em conta também o horário de maior atividade dos insetos ( conforme a espécie alvo ). Deve-se evitar ainda horários com temperaturas acima de 35oC, pois as gotas do inseticida poderão se evaporar antes de atingirem o inseto no interior das residências. Nestes casos é aconselhável o uso de FOG portátil no intradomicílio.

Velocidade do vento. O ideal é que haja vento leve para a adequada dispersão do inseticida. Ventos acima de 10 km/h são desaconselháveis, assim como situações em que não haja vento, pois não se obterá uma boa dispersão do inseticida. O deslocamento da aplicação espacial deve ser sempre contra o vento.

Direção do jato do inseticida e Trajeto. Quando a máquina pulverizadora for do tipo montada sobre o veículo, a velocidade deste nunca deverá exceder a 16 km/h, durante o processo de aplicação, e a boquilha do pulverizador deverá ser direcionada para as casas, obedecendo um ângulo de 45º sobre a horizontal. Deve-se aplicar ao redor de todo o quarteirão, e em todos os lados. É importante lembrar que, independente da forma de aplicação adotada, deve-se garantir sempre uma boa distribuição, com a quantidade do inseticida recomendada.

• TRATAMENTO POR UBV
(Ultra Baixo Volume). Neste método espacial de aplicação de inseticida, as partículas líquidas são muito pequenas, geralmente situando-se abaixo de 30 micras de diâmetro, sendo 17 a 20 micras o diâmetro ideal para o combate de mosquitos. A divisão de partículas é feita por uma corrente de ar produzida por um ventilador, que resulta em uma finíssima névoa. As partículas não enfrentam o ar, mas são carregadas em turbilhonamento, flutuando no ar com facilidade, por tempo variável, de acordo com o peso específico das mesmas e o regime de vento da área a ser tratada.